Verdades sobre a Doença de Parkinson

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Neste post, iremos apresentar o quadro de uma de nossa pacientes que tem a Doença de Parkison com seu plano terapêutico prescrito por nossa enfermeira supervisora Edna e desenvolvido na pratica por nossas cuidadoras da Cuidarte Home Care.

ESTUDO DE CASO

Paciente C.R.E, 91 anos, viúva, professora aposentada ,católica, residente no bairro Carlos Prates , Belo Horizonte MG,  diagnóstico Doença de Parkinson em 2011.

Nas visitas de enfermagem realizadas periodicamente, a paciente apresentou diminuição gradativa das funções, muitas vezes mostra-se agitada e confusa, salivação excessiva, às vezes pela manhã com mobilidade reduzida, perda de equilíbrio e fraqueza muscular, grande dificuldade para deglutição, pouca força muscular, hipertensa, dificuldade de deambular, dificuldade para falar, diante disso, o banho  é de aspersão com auxilio na cadeira de banho..

Ao exame, seu quadro motor se apresenta com tremores com pouca intensidade, força muscular de media intensidade, déficit de equilíbrio que interfere na marcha e nas atividades diárias de vida, perda de amplitude nos movimentos de grande parte da articulação, deambula com auxilio do cuidador e às vezes cadeira de rodas. Tem muita dificuldade em deglutir alimentos pastosos e líquidos com espessante. medicamentoso Azilert 1Mg, Lexopro 10Mg, Prolopa HBS, Sifrol 1,5Mg, Ebix 20Mg, AAS 10Mg, Aradois 50Mg, Lipidor 10Mg, Valdecon 25MG,Lipanex, Peridal 10Mg, Pamelor 25Mg. Dados vitais Pressão Arterial:150/100 mmHg, FR :18Irp, FC: 87 bpm, TºC :36,2, SO2: 92.

Paciente de Parkison corada, hidratada, eupneica, afebril, hipertensa,saturando bem,tem dificuldade de locomoção e deglutição, necessita de apoio para as atividades diárias tem dias de mais torpor, alimentação toda pastosa e todos os líquidos com espessante

Os momentos de lazer e recreação gosta de jogar buraco, assistir a missa pela televisão e fazer uma pequena caminhada pela própria casa, sempre respeitando seus limites.

Diagnostico de Enfermagem para paciente com Doença de Parkison

  • Comunicação verbal prejudicada relacionada com o volume diminuído e lentidão da fala, incapacidade para mover os músculos faciais.
  • Deglutição prejudicada relaciona a disfagia evidenciada por dificuldade de deglutiçao.
  • Deambulação prejudicada relacionada abradicinesia evidenciada por marcha lenta.
  • Ingestão nutricional alterada, devido às dificuldades motoras com alimentação, mastigação e deglutição.
  • Discurso lentificado devido ao comprometimento dos músculos faciais.
  • Precaução de segurança: Traumatismos.
  • Risco de infecção urinária evidenciado pelo uso de fraldas em período noturno.
  • Mobilidade física comprometida relacionada com rigidez muscular e fraqueza motora.
  • Déficits de autocuidado relacionados com o tremor e o distúrbio motor.
  • Bradicinesia (movimentos mais lentos), perda dos movimentos espontâneos.
  • Risco de aspiração relacionado.

 Plano Terapêutico para Paciente com Doença de Parkison Cuidarte Home Care 

  • Supervisionar as atividades e comportamento emocional, cognitivo, motor e social;
  • Supervisionar e vigiar locomoção;
  • Prevenir quedas, atentar para as barreiras físicas ( tapetes, calçados, desnível de piso, moveis com pontas, dentre outros que possam oferecer risco );
  • Oferecer líquido principalmente água de 1/1 hora, manter hidratação regular (líquidos com espessante), para estimular a hidratação manter a água já com o espessante próximo a paciente, oferecer sempre em pequenas quantidades;
  • Avaliar características da urina ( cheiro, cor, odor) nas trocas de fralda, na hora do banho e sempre que a paciente;
  • banho de sol entre 9:00 e 10:00 hs com uso de protetor solar;
  • Identificar sinais de infecção pulmonar ( febre,suor intenso ou calafrios, tosse com catarro amarelado ou esverdeado (em alguns tipos de pneumonia, a tosse pode ser seca ou sem catarro); dor no peito ou dor no tórax que pode piorar com a respiração; respiração rápida e curta;
  • Identificar sinais de infecção urinária (dor para urinar, coloração, volume, odor, características, presença de sangue ou pus na urina);
  • O responsável pelo cuidado deverá comunicar se de forma clara, simples e objetiva (             sentar próximo do paciente, olhar nos olhos, e usar linguagem simples, devagar e objetiva );
  • Estimular conversar e socialização com o paciente ( interagir nos momentos em que o mesmo se encontra estático, incentivar e conduzir uma conversa que seja de interesse do paciente);
  • Promover ambiente tranquilo (evitar musica alta, telefones próximo, tv em volume alto, conversa em voz alta);
  • Identificar sinais de fadiga( respiração ofegante, pulso acelerado, cansaço aparente);
  • Medicar conforme prescrição médica;
  • alimentação pastosa supervisionada,sendo a mesma ofertada em pequenas quantidades e se preciso usar técnica de auxilio a deglutição, observar se o alimento está sendo ingerido, evitando assim o risco de engasgos e aspiração;
  • Realizar as trocas de fraldas de acordo com a necessidade do paciente, ou de 2 em 2 horas;
  • Hidratar rigorosamente a pele com hidratante
  • Comunicar toda e qualquer ocorrência a família, equipe médica e equipe cuidarte.

Objetivos do plano terapêutico:          

  • Melhora no padrão de sono.
  • Melhora na técnica de administração de medicamentos via oral.
  • Manutenção de integridade física. 
  • Manutenção do quadro com estabilidade do estado atual.

Autor: Edna da silva Souza Supervisora de enfermagem da Cuidarte Home Care

Referência Bilbliográfica:

Cuidados de Enfermagem em Geriatria/organizador William Malagutti.- 1 ed.- Rio de Janeiro: Rubio, 2013.

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